Câmara envia à prefeitura pedidos de informações sobre lei dos táxis e banco de alimentos

 

Os vereadores aprovaram na sessão ordinária de terça-feira, 21, dois pedidos de informações referentes a matérias que foram votadas e aprovadas pela Câmara, no entanto não estão sendo executadas pela prefeitura de São Sepé. O primeiro pedido apresentado em plenário foi de autoria do vereador Paulo Nunes (PSB), que cobrou esclarecimentos sobre a não aplicação da legislação que trata sobre o transporte individual de passageiros - táxi - no município. A lei foi aprovada em abril deste ano após tramitar durante três anos nas comissões permanentes. "Nosso pedido é só para ter um esclarecimento sobre a não aplicação da lei que foi aprovada nessa casa e algumas fiscalizações não está acontecendo", destacou o vereador.

Tavinho Gazen (PDT) lembrou que a "lei dos táxis" tem a ver com o projeto de mobilidade urbana aprovado pela Câmara e que também não foi executado, segundo o vereador. "É mais uma lei aprovada por essa casa que vai para a gaveta, eu não sei o que estamos fazendo aqui, foram feitas audiências públicas, reuniões, o que está havendo com o poder executivo que não executa lei nenhuma aprovada pela Câmara?", questionou o vereador.

 

Banco de alimentos

 

Na ordem de votações da sessão, o presidente da Câmara Janir Machado (PP) incluiu um pedindo cobrando informações sobre as "razões da não criação do Banco de Alimentos Municipal conforme pedido de providências nº02/2017 de autoria da vereadora Maria Silveira (PP). O vereador explicou que a ausência de um programa para recolhimento de alimentos afeta a vida de muitas pessoas carentes de São Sepé. " As próprias pessoas que pedem socorro na Assistência Social, vem nos pedir alimento aqui, então porque não se cria um banco de alimentos onde nós podíamos ajudar também", afirmou Janir, que lembrou ainda da participação ativa da comunidade quando o assunto é solidariedade. "Tem várias campanhas com apoio da sociedade, tem que implantar o banco para nos socorrer, entendemos que o município passa por uma crise financeira mas não vai onerar em nada", justificou o presidente.

A autora do pedido feito em janeiro de 2017 se disse frustrada por não ter sua demanda atendida pelo poder executivo. "Fui informada que faltava servidores e que não tinha um local adequado para guardar os alimentos e as pessoas me questionam sobre isso, sabemos que somente a prefeitura pode criar o banco", destacou a vereadora, que ressaltou a dificuldades que muitas famílias enfrentam com a falta de comida a consequente ausência do banco que poderia suprir essa carência. "Me sinto frustrada porque todos os dias aparece alguém pedindo alimentos e nós não temos nenhum local para direcionar essas pessoas", lamentou a vereadora.

 

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