Câmara volta se reunir para falar sobre a situação dos animais de rua no município

 

A preocupação com os animais de rua em São Sepé voltou a ser motivo de reunião de Câmara, nesta semana. A Comissão de Saúde e Assistência Social promoveu um encontro entre representantes do legislativo, secretaria de Agricultura e da União Sepeense de Proteção aos Animais (Uspa). A ideia é encontrar soluções para o grande número de cachorros, principalmente, soltos nas ruas com medidas que possam conter a proliferação, evitando assim doenças que podem atingir os animais e as pessoas.

Engajado na causa, o presidente da Câmara, Janir Machado (PP) destacou que é preciso responsabilizar os proprietários. "Não existe esta conscientização por parte das pessoas, o problema não são os animais, mas quem não cuida e deixa jogado nas ruas", defendeu o vereador, que estuda apresentar um projeto que busque orientar os donos a proteger seus animais, já que há também casos de vacas e cavalos soltos nas vias públicas.

As vereadoras Maria Silveira (PP) e Zilca Camargo (PDT) que vem fazendo um trabalho nos bairros para conscientizar os moradores sobre o descarte correto do lixo, abordaram que a pauta sobre os animais é constante entre os jovens nas escolas. "Nos chamou a atenção que este assunto é muito comentado pelos alunos, por isso nós resolvemos convocar a reunião e ouvir os envolvidos para que a gente consiga resolver o problema", destacou Zilca. O vereador Paulo Nunes (PSB) alertou que o tema é caso de saúde pública. "É preciso trabalhar a relação homem e animal com campanhas educativas", disse ele.

 

Microchipagem é uma alternativa

 

A microchipagem nos cães e gatos pode ser uma solução viável para o problema que vem sendo abordado pelo poder público e comunidade. O veterinário do município, Carlos Casamalli, explicou durante a reunião os benefícios de cada animal ter um microchip. Um leitor para fazer o procedimento custa em torno de R$ 400 a R$ 900 reais e o chip uma média de R$ 10 reais. No entanto, Carlos alertou que o investimento trará retornos positivos. "Cada cão e gato estará identificado com as informações do dono, é um trabalho que já vem sendo pensando há muito tempo e precisamos de apoio para que isso se torne realidade", destacou o veterinário, que atende na Clínica de Esterilização, local que atende animais de rua para castração, outra medida viável para evitar animais nas ruas.

Uma nova reunião ficou marcada para o início do novembro para definir estratégias e fortalecer as ações em torno da causa animal. 

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