Professores municipais acompanham sessões na Câmara enquanto aguardam o Plano de Carreira

Desde agosto, as sessões plenárias da Câmara contam com a presença dos professores municipais. Em forma de rodízio, eles se organizam para que uma vez por semana estejam presentes para acompanhar os trabalhos do legislativo, enquanto aguardam a chegada do projeto de lei que modifica o plano de carreira do magistério municipal.

Mesmo sem previsão para que a prefeitura encaminhe a matéria para ser analisada e votada pelos vereadores, a presidente do Sipromuss, Rozangela Figueira, garante que a vigília é importante para mostrar que a classe está atenta quanto a discussão do projeto na Câmara. "Vamos seguir unidos participando das sessões, até mesmo para saber o que é debatido entre eles e vamos continuar até o dia que o plano de carreira for votado", afirmou Rozangela.

Na última terça-feira, 25, o grupo contou com um número maior de professores em relação as outras sessões. Em seus discursos, os vereadores sempre lembram a presença da categoria. Para o presidente Janir Machado, o diálogo está aberto com os professores na busca de encontrar uma solução para a demanda. "A Câmara está a disposição da classe para que venham conversar conosco, na tentativa de chegar a um consenso sobre o projeto, não queremos prejudicar ninguém e sim fazer com que todos saiam ganhando sem prejuízos", destacou o vereador.

Entenda o caso

 

A prefeitura de São Sepé contratou um perito licitado que apresentou um estudo baseado nas condições financeiras do município e sugeriu modificações na estrutura com a criação da "parcela destacada". A alegação do perito é a a nova modalidade reduziria o impacto financeiro nos cofres municipais a partir da adequação ao Piso Nacional do Magistério. A Prefeitura alega que o impacto na folha após as decisões judiciais que concedem o pagamento do Piso Nacional não é sustentável a médio e longo prazo.

Do outro lado, estão os professores que afirmam que apesar das dificuldades enfrentadas pela prefeitura, eles não podem perder seus direitos. A presidente do Sipromuss já havia defendido a posição do sindicato na tribuna livre da Câmara, em 14 de agosto. "Somos muitas vezes psicólogos, pais, avós e tios dentro da escola. A conta da situação financeira que o município atravessa hoje não pode ser paga somente pelo professor”, defendeu Rozangela, que falou ainda sobre os desafios do professor dentro e fora de sala de aula e as dificuldades no processo de aprendizagem e a valorização do profissional da educação.

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